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HIV e AIDS

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é o vírus causador da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS), doença na qual a defesa do organismo fica diminuída, facilitando o aparecimento de outras enfermidades.

No entanto, estar contaminado pelo vírus, ou seja, ser soro-positivo não é sinônimo de doença. Eventualmente o indivíduo pode até mesmo nunca desenvolver a doença. Em todos os casos, o paciente deverá comparecer regularmente as consultas para que, através da história clínica, exame físico e exames específicos (avaliação da imunidade pela contagem do CD4 e CD8 e avaliação da carga viral) o médico possa conduzir cada caso.

Qualquer pessoa pode contrair o vírus. Não há maior predomínio da doença em qualquer grupo social em relação aos demais, logo, toda e qualquer pessoa que tenha vida sexual ativa, ou se exponha a qualquer outra forma de contaminação, correrá risco de infectar-se caso não se proteja.

Transmissão do vírus

O HIV pode ser adquirido através de relações sexuais, transfusões sanguíneas e/ou derivados, pelo uso de drogas injetáveis (quando compartilhada a mesma agulha e seringa), por via transplacentária (ou seja, durante a gestação), durante o parto, ou ainda por ocasião do aleitamento materno. Neste caso, o leite materno de mulheres contaminadas pelo vírus do HIV pode ocasionar a contaminação do bebê. A contaminação pode também ocorrer por acidente com material perfurante ou cortante, principalmente, em ambiente hospitalar. É importante lembrar que só o recebimento de transfusões de sangue podem oferecer risco, a doação deste é inteiramente inócua ao indivíduo.

A melhor forma de se proteger é não se expor a situações de risco, ou seja, utilizar sempre camisinha, evitar múltiplos parceiros, não compartilhar seringas ou agulhas e, em se tratando de profissionais da área de saúde, adotar sempre as medidas de segurança cabíveis, utilizando luvas e material adequado, por ocasião de procedimentos que possam implicar em algum risco.

Sexo oral
O sexo oral é muito menos perigoso do que o sexo vaginal e o anal. No entanto, a possibilidade de transmissão existe. Se houver contato direto de uma ferida da boca com o sangue (mesmo o menstrual) do parceiro infectado, as chances de contágio são grandes.

Tatuagens
O HIV pode ser transmitido ao fazer tatuagens. Qualquer instrumento pérfuro-cortante que não tenha sido devidamente esterilizado pode transmitir o vírus caso o mesmo tenha sido contaminado pelo sangue de paciente portador do vírus HIV.

Gestação e amamentação
Embora não se saiba ao certo se a transmissão ocorre via transplacentária ou na ocasião do parto, o fato é que existe  risco de transmissão do vírus e da doença para o bebê. A probabilidade desta ocorrer é, entretanto, muito pequena naquelas gestantes que fazem um acompanhamento rigoroso da doença.
Não é indicado que a mãe portadora do vírus HIV amamente seu filho, já que existe risco de transmissão do vírus pelo leite materno.

A doença

Na maioria dos pacientes os sintomas da AIDS só se apresentam muito tempo após a contaminação pelo vírus (5-8 anos). Citam-se os principais: perda inexplicável de peso (habitualmente mais de 10% do peso), muitas vezes acompanhada de diarréia grave; aumento dos linfonodos no pescoço, axila e virilha; astenia.

Para realizar o exame laboratorial, geralmente é indicado aguardar pelo menos 3 a 12 semanas após a situação de provável risco de contaminação, pois num período menor os anticorpos específicos para o HIV podem não ser detectados pelo exame. Este período é chamado de "Janela Imunológica". Em gestantes, o exame deverá ser realizado de rotina durante o pré-natal, à critério do seu médico, até mais de uma vez, com o intuito de assegurar a saúde de seu bebê.

Ainda não há cura para a AIDS, porém existem medicamentos que retardam ou até impedem a progressão da doença. Pode-se dizer que, hoje, a AIDS é uma doença crônica que quando bem acompanhada pelo médico assistente, garante ao paciente uma vida de qualidade e uma expectativa cada vez mais otimista.

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